“The good, the bad and the ugly”: Donald Trump e os EUA à sombra do impeachment

Apesar de sua intensificada recorrência no noticiário, já se vão quase três anos desde que a palavra “impeachment” se tornou um espectro onipresente no vocabulário político norte-americano. Prestes a encerrar seu primeiro mandato, o presidente republicano Donald Trump (2017-presente) se encaminha para adentrar aos acervos da memória coletiva como o representante que, mesmo antes de ser empossado, já suscitava questões sobre a legitimidade de sua vitória nas eleições contra a democrata Hillary Clinton. Para além da perplexidade experimentada dentro e fora dos Estados Unidos (EUA) em decorrência da chegada de uma figura como Trump à Casa Branca – o milionário falastrão, ex-apresentador do reality show “O aprendiz” e pretensamente auto descrito como um outsider no cenário político – os questionamentos ao novo presidente tinham razão de ser e não se restringiam a uma mera demonstração de insatisfação da oposição democrata com as contradições do sistema político norte-americano. Ainda que essa não seja uma questão menor.

O supostamente “anti-establishment” Trump teve sua vitória garantida pela instituição mais establishment possível da política estadunidense: o colégio eleitoral. Fossem os votos contabilizados de forma direta, Clinton teria levado o cargo, com uma margem de quase 2.9 milhões de votos a mais que a candidatura trumpista. Esse, no entanto, é um debate que transcende os protagonistas Donald Trump e Hillary Clinton e tem despertado controvérsias similares historicamente, sendo a mais recente a eleição que deu vitória a George W. Bush contra Al Gore, em 2000. Além disso, esta disparidade evidentemente não oferece materialidade para a discussão de um impeachment, sob a perspectiva – desalentadora para muitos – de que esse é o funcionamento regular da democracia norte-americana. A necessária materialidade, por seu turno, ganhou corpo a partir de uma série de investigações conduzidas pela comunidade de inteligência que denunciavam a ocorrência de uma possível interferência russa nas eleições de 2016. O tom das investigações se agravou quando muitas delas apontaram também para a existência de laços entre aliados da campanha republicana – dentre eles, o próprio genro de Donald Trump, Jared Kushner – e oficiais do governo russo.

 Até o momento que este texto foi escrito, a impressão que transparece ao observador externo é de que não se sabe exatamente: a) se a interferência de fato se concretizou e, se sim, de que maneira; b) qual o tamanho de seu alcance sobre os resultados eleitorais de 2016; c) em que medida Donald Trump esteve ciente dela. As respostas do plano doméstico a essas perguntas nem sempre oferecem grande ajuda, pois, com frequência, são nubladas pela avassaladora polarização política. Para todos os efeitos, os trabalhos investigativos que se sucederam, notadamente aqueles que culminaram na publicação do Mueller Report do Departamento de Justiça, em 2019, parecem convergir para a posição de que a interferência foi concreta, mas não se pode fazer afirmações definitivas sobre a extensão do envolvimento trumpista com ela. Por outro lado, se o relatório não culpabiliza Trump, também não o isenta, na medida em que, ainda que as acusações sobre o conluio entre o presidente e o governo russo não se confirmem, subsistem as indicações de obstrução de justiça, por parte da administração e, possivelmente, do próprio Presidente, em relação às investigações.

Embora contundentes, nenhuma dessas questões foi entendida pelos representantes da oposição como viável politicamente para a abertura de um processo formal de impeachment. Além disso, democratas e independentes constituíam a minoria dos assentos, tanto da Casa dos Representantes, quanto do Senado, até 2018, quando os ventos políticos começaram a mudar. Os democratas venceram a disputa pela maioria na Câmara nas eleições de meio de mandato, ainda que se mantivessem minoritários no Senado. Essa alteração também demarcou a ascensão da veterana Nancy Pelosi ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados, a qual se tornaria uma peça chave da abertura do impeachment, em 2019. O estopim, rememorado com frequência por todos os noticiários, desde setembro, foi a divulgação do conteúdo de uma conversa telefônica entre o presidente Donald Trump e o presidente ucraniano, àquela altura recém-eleito, Volodymyr Zelenskyy. Como Trump, Zelenskyy também se alçara à política após uma longa carreira no showbiz, como comediante. As transcrições das conversas entre os presidentes mostram Zelenskyy ávido pela busca de comparações, afirmando o quanto se inspirara na trajetória e nas estratégias de campanha trumpistas para moldar sua própria plataforma eleitoral.

Mais surpreendente, porém, fora a conduta do próprio Donald Trump, cujas falas fariam inveja a qualquer gângster norte-americano dos anos 1920. Depois de reafirmar o quanto os EUA haviam ajudado a Ucrânia, Trump encarnou sua versão mal executada de Vito Corleone, demandando: “Eu gostaria que você nos fizesse um favor (…) Eu gostaria de descobrir o que aconteceu com toda essa situação com a Ucrânia, eles dizem Crowdstrike (….)”. Em um segundo momento, Trump emenda outro “pedido irrecusável”, como se ambos fizessem parte da mesma coisa: “Existe muita conversa sobre o filho de Biden, que Biden parou a investigação (…) Biden ficou por aí se gabando de ter interrompido a investigação, então se você puder olhar para isso… soa horrível para mim.”

No primeiro caso, Trump se referia ao imbróglio da interferência nas eleições de 2016; um artigo publicado pela revista “Politico”, em janeiro de 2017, sugeria que também o partido democrata teria se valido de interferências externas durante o processo eleitoral, notadamente a consultoria com oficiais ucranianos para cavar evidências que incriminassem o então coordenador da campanha trumpista, Paul Manafort, de conservar laços com o governo russo. Enquanto alvo das investigações, Manafort foi efetivamente obrigado a se retirar da coordenação do gabinete eleitoral de Trump e escanteado pelo próprio presidente que, como um bom frequentador do entourage empresarial norte-americano parece alimentar suas relações apenas enquanto elas têm algo em troca a lhe oferecer. Uma lógica que o presidente transplanta com frequência às interações com ocupantes de cargos burocráticos, muitos dos quais foram indicados e demitidos com a mesma velocidade das oscilações da bolsa de Nova York.

Embora o artigo não afirmasse que a intervenção russa e o favorecimento ao partido republicano não houvessem ocorrido, a estratégia presidencial, ao se valer de suas informações, parecia indicar a tentativa de substituição de uma intervenção por outra. Em outras palavras, tratava-se de mudar a narrativa, afirmando que, na verdade, a interferência havia sido ucraniana, e não russa, facilitada pelos servidores da empresa Crowdstrike e pelo Partido Democrata. O segundo ponto da conversa se referia a uma série de investigações de corrupção do governo ucraniano contra a empresa do ramo energético Burisma. Essas últimas haviam se encerrado anos antes de forma inconclusiva, culminando na demissão do procurador-geral responsável. A questão “horrível” à qual Trump se referia era o fato de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente democrata e provável adversário eleitoral de Trump, Joe Biden, ter integrado o corpo de acionistas da empresa durante as investigações. De acordo com a versão trumpista, à época, o próprio Biden pai teria atuado intensamente a fim de promover a demissão do procurador-geral, motivo que o teria levado a se “gabar”, como sugere a fala de Donald Trump.

Mais surpreendente, porém, fora a conduta do próprio Donald Trump, cujas falas fariam inveja a qualquer gângster norte-americano dos anos 1920.

Para acentuar ainda mais o tom mafioso da abordagem, Trump encerrava a ligação sugerindo que o governo ucraniano entrasse em contato com seu advogado pessoal e ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, para discutir a reabertura investigações. A leitura da obra do jornalista Bob Woodward “Medo: Trump na Casa Branca”, traduzida para o português em 2018, oferece a impressão de que, desde a campanha, Giuliani tem se comportado como um fiel lacaio presidencial, executando o “trabalho sujo” , enquanto o presidente se ocupava de aparecer em comícios e cumprir suas obrigações oficiais. Ele também oferecia um contraponto mais moderado às intempestividades do dono do site Breitbart, Steve Bannon, que, logo no início da presidência, rompeu com Trump. Em uma determinada passagem do livro, logo após as denúncias de agressão sexual veiculadas a Trump, em 2016, Woodward observa que Giuliani foi o único dos assessores de campanha a aparecer em todos os programas de televisão, oferecendo justificativas e desculpas pelo comportamento inaceitável de seu chefe. Ao encontrar Trump em um avião no fim do dia, porém, o devoto Giuliani teria sido acusado pelo presidente de se comportar como “um bebê”. Nas palavras de Trump: “Nunca vi uma defesa pior de mim! Eles tiraram sua fralda na frente de todo mundo.”, transcreveu Woodward em seu livro. Depois, interpelando Bannon sobre o motivo de ter sido Giuliani o escolhido para lidar com a situação, Trump teve como resposta um sonoro: “Do que está falando? Ele é o único que restou”. E, de fato, continua sendo.

O ponto alto para a abertura do processo de impeachment, porém, foi a denúncia, advinda de um whistleblower de identidade desconhecida de que, antes da conversa telefônica, um montante de US$ 400 milhões em assistência militar para a Ucrânia havia sido retido pela Casa Branca, mesmo depois de já apropriado pelo Congresso. Segundo os registros, a ajuda fora liberada algumas semanas após a ligação telefônica de julho. Constitui-se, dessa forma, a suspeita de que o presidente teria usado a assistência militar para pressionar o governo ucraniano a retomar as investigações sobre os casos Burisma e Crowdstrike, que, se confirmados, poderiam comprometer o curso das eleições de 2020. A formalização do processo foi realizada pela representante Nancy Pelosi na Câmara dos Deputados, que, mais de uma vez, o caracterizou como uma medida, ainda que indesejada, necessária para a proteção da república e da democracia estadunidenses.

Do ponto de vista histórico, o movimento dos democratas assume um caráter de risco, posto que os EUA nunca concretizaram um processo de remoção de um presidente. Dos três precedentes existentes, dois presidentes sofreram o impeachment na Câmara, mas foram absolvidos no Senado (Andrew Johnson e Bill Clinton) e um renunciou antes que o processo se encerrasse (caso de Nixon, nos anos 1970), pressionado, inclusive, por figuras de seu próprio partido. Em se tratando de Trump, o cenário, se mantidas as atuais condições de temperatura e pressão, é pouco favorável para a oposição. Nos últimos meses, os critérios para o impeachment da constituição norte-americana têm sido repetidos como uma espécie de mantra: “traição, corrupção e altos crimes e contravenções”. Embora não especificados, compreende-se que “altos crimes e contravenções” incluiriam, de forma mais abrangente, obstrução de justiça, perjúrio, entre outros delitos, que poderiam ser utilizados para a composição de um caso contra o atual presidente. As limitações, entretanto, se encontram nas dinâmicas do próprio processo político: os artigos do impeachment devem ser aprovados por maioria simples na Câmara e uma maioria qualificada de 2/3 dos votos no Senado. A Câmara atual conta com 435 representantes, dos quais 235 são democratas, 1 independente e 199 republicanos, o que, ao que tudo indica, garantirá a aprovação do processo nessa casa legislativa.

O julgamento no Senado, entretanto, encontra um contexto em que os republicanos ocupam 53 das cadeiras, enquanto os democratas e independentes 45 e 2, respectivamente. Em mesma medida, o timing é delicado, considerando que, se permanecer no cargo, Trump pode se fortalecer ainda mais para a corrida eleitoral de 2020. Nos bastidores, o presidente vem investindo ferozmente em recursos de propaganda eleitoral em redes como o Facebook, por exemplo, além de apostar novamente no formato dos comícios, que ampliaram seus seguidores nas eleições de 2016. A seu favor, o republicano também conta com as próprias contradições e fissuras do Partido Democrata, dividido entre seus inúmeros candidatos, dentre os quais se destacam figuras conhecidas de outros carnavais como Bernie Sanders e o próprio Joe Biden, e outras menos conhecidas, mas expressivas politicamente, como Elizabeth Warren e Pete Buttigieg. O último, particularmente, tem chamado a atenção por seu crescimento nas primárias e pelo simbolismo de sua candidatura: além de ter sido prefeito de Indiana, Buttigieg é ex-militar e homossexual assumido, representando, em si mesmo, conflitos de uma sociedade de raízes conservadoras que anseia, ao mesmo tempo, por mudança, notadamente entre os mais jovens.

Nesse contexto, diversas hipóteses circulam sobre a existência de uma possível “carta na manga” reservada pelo Partido Democrata e, principalmente, por Pelosi que, certamente, possui razões mais sólidas para concordar com a abertura do impeachment nesse momento, do que tinha anteriormente. Independente das motivações, é fato que, desde o início, o processo de impeachment vem desnudando diversas facetas e contradições da política norte-americana que, mesmo que não venham a remover Trump, podem ser funcionais para a construção de uma autorreflexão. Após a abertura do processo na Câmara e da definição de suas regras, o impeachment passou para a fase das audiências públicas. Desde a segunda semana de novembro, diversos representantes da burocracia, diplomatas, militares, oficiais de inteligência, entre outros, foram ouvidos pelo Comitê de Inteligência da Câmara, sob a direção do representante democrata Adam Schiff.

Antes da pergunta sobre como o mundo enxergará os EUA, talvez um questionamento anterior se faça necessário: serão os EUA capazes de se reconhecerem a si mesmos, quando a tempestade passar?

Embora divergentes em muitos pontos, os depoimentos convergiram para a argumentação de que, sob Trump, se estabeleceram duas linhas de política externa: uma oficial, representada pelos canais convencionais da burocracia diplomática, e outra não oficial, coordenada pelo presidente, através de seu chefe de staff  Mick Mulvaney, o próprio Rudy Giuliani, o embaixador dos EUA para a União Europeia, o milionário Gordon Sondland, o secretário de energia Rick Perry e o enviado especial dos EUA na Ucrânia, Kurt Volker. De forma jocosa, Sondland, Perry e Volker foram apelidados como “the three amigos”, por terem sido os responsáveis diretos por conduzir, segundo as ordens de Trump – tal qual relatado pelo próprio Sondland em seu depoimento para Comissão de Impeachment – um esquema implícito de barganhas para pressionar o governo ucraniano pela continuidade das investigações sobre Biden, usando a ajuda externa militar e uma promessa de maior aproximação com o governo de Zelenskyy como moeda de troca. De outro lado, representantes da diplomacia e do Conselho de Segurança Nacional, que tiveram seus trabalhos afetados pelas intervenções dos supostos enviados presidenciais, como a ex-embaixadora na Ucrânia, Marie Ivanovitch, e a conselheira especializada em assuntos sobre Rússia, Fiona Hill, acusaram a gravidade da “contaminação” de questões de segurança nacional e política externa por assuntos privados.

O que se estabeleceu, nesse sentido, é uma disputa de narrativas em que cada um dos lados apresenta a si mesmo como “o canal oficial” da política externa, implicando, automaticamente, a deslegitimação do lado oposto, ou sua associação às maquinações do, às vezes temido e às vezes descrito como o último freio aos desvarios da gestão trumpista,Deep State” ou “blob” (em livre tradução, “mancha”), duas expressões usadas em referência ao aparato burocrático. O “quid pro quo” – que denota um “toma lá dá cá” – para utilizar uma expressão popularizada durante os testemunhos, também evidencia uma série de vícios e fragilidades da “maior democracia do mundo”. Paroquialismo, polarização partidária, a relação promíscua entre a esfera pública e privada e misoginia – essa última observada, quando Ivanovitch foi caracterizada pelo próprio presidente como “bad news” antes de ser demitida de seu posto; ou na afirmação de Sondland, segundo a qual, ao interpelá-lo sobre a Ucrânia, Fiona Hill parecia trêmula e emocionalmente descontrolada.

 Na semana posterior ao recesso de Ação de Graças, o relatório produzido pelo Comitê de Inteligência da Câmara foi encaminhado ao Comitê Judiciário, responsável pela elaboração dos artigos do impeachment. O documento reúne as principais conclusões extraídas das audiências públicas, dentre elas a ideia de que o presidente Trump abusou de sua autoridade, colocando em risco a segurança nacional do país. A partir do relatório, a representante Nancy Pelosi deu o aval para que o Comitê Judiciário inicie a elaboração dos artigos do impeachment, que deverão ser votados separadamente. Se aprovados na Câmara, o processo segue para o julgamento no Senado, presidido pela Suprema Corte. Novamente, a habilidade de contar a história será um elemento fundamental na definição dos contornos do jogo político. Democratas terão de deliberar sobre a melhor estratégia a ser adotada, isto é, concentrar o processo unicamente no argumento do abuso de poder, referente ao caso ucraniano, ou inserir também as outras acusações que persistem contra Trump, como obstrução de justiça e abusos sexuais, de forma a ampliar a abrangência do caso e, consequentemente, suas chances de aprovação. Republicanos, por seu turno, provavelmente se fixarão no objetivo de deslegitimar o processo, fortalecendo o argumento trumpista da “caça às bruxas”, e em não perder aliados em sua trincheira, que possam migrar para a ala democrata em uma possível votação no Senado.

Ainda assim, existem peças importantes a serem movimentadas no tabuleiro, nos próximos capítulos. A Casa Branca realizou pressões para que os oficiais da burocracia não depusessem no processo de impeachment. Entretanto, caso figuras como o secretário de Estado Mike Pompeo ou o ex-conselheiro de segurança nacional demitido por Trump, John Bolton, venham a se pronunciar, em algum momento, é possível que novos dados sejam adicionados à investigação. Outro elemento relevante em processos de impeachment é o comportamento da opinião pública. Dados recentes indicam que a evolução das investigações fez aumentar também a porcentagem de eleitores favoráveis ao impeachment. No entanto, de modo geral, o comportamento desses grupos é pouco mobilizado e acompanha as linhas partidárias, indicando a continuidade da polarização. É fato, porém, que junto com as eleições presidenciais também se avizinham as eleições legislativas, fazendo com que muitos congressistas balizem seus posicionamentos conforme as maiores chances de obtenção de votos e, portanto, de acordo com os ânimos gerais da opinião popular.  

Diante de todas essas questões, a chance de uma remoção efetiva do presidente parece improvável, mas não impossível. Os cenários são todos incertos, inclusive no que diz respeito à auto percepção da identidade norte-americana. Em um emocionado discurso de encerramento das audiências, Schiff defendeu que a “América” ainda é a “nação indispensável”, ainda que, perante a atual conjuntura, os aliados nem sempre consigam reconhecê-la dessa forma, como antes. Mesmo que isso ressoe como apenas mais uma demagogia do discurso americano típico, a fala ecoa vagamente a máxima do escritor japonês Haruki Murakami, ao comparar o destino às tempestades de areia: “Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido”. Antes da pergunta sobre como o mundo enxergará os EUA, talvez um questionamento anterior se faça necessário: serão os EUA capazes de se reconhecerem a si mesmos, quando a tempestade passar?

■

Clarissa Nascimento Forner
Doutoranda em Relações Internacionais pelo PPGRI San Tiago Dantas (UNESP-UNICAMP-PUC/SP), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Pesquisadora do Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional (GEDES) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *